Pampelum é uma cidade [na verdade uma cidade-estado, um pequeno país no interior de um grande continente, mas não se incomode quando eu chamar de cidade] muito especial, com muitas peculiaridades. Quando passeamos por Pampelum uma das coisas que costumam chamar atenção é a ausência de imagens e templos religiosos. É isso mesmo, não adianta procurar uma grande catedral na praça central que você não encontrará. Muitos visitantes deixam a cidade com a impressão de que os pampelúmicos não são religiosos. Mas quero contar um segredinho para você.
Na verdade, os pampelúmicos possuem uma vibrante espiritualidade [sobre isso falerei num próximo post] que é imperceptível por muitos que estão acostumados com as expressões convencionais. É comum entre os pampelúmicos haver uma grande apatia diante de discussões religiosas e grande cuidado com a ostentação de ícones que podem dividir ou ferir a consciência do outro, principalmente em espaços públicos. Isso porque Pampelum historicamente vem recebendo muitos refugiados de cruéis guerras religiosas que dividiram famílias, oprimiram minorias e mataram milhões de pessoas. São corações feridos que encontraram remédio nessa cidade. Por isso é comum ouvir o jargão: “Religião não se discute”. Mas isso não quer dizer que ela não seja importante, não seja vivida, entende?
Religião fundada no exclusivismo e medo realmente não tem lugar ali, mas existe algo realmente mais profundo, inclusivo e encantador que vale a pena ser desvendado. Em Pampelum Deus brinca de esconde-esconde. Respondendo a um questionamento sobre sua religião, Einstein disse o seguinte: “Tente penetrar, com nossos limitados meios, nos segredos da natureza, e descobrirá que por trás de todas as leis e conexões discerníveis, permanece algo sutil, intangível e inexplicável. A veneração por essa força além de qualquer coisa que podemos compreender é a minha religião. Nesse sentido eu sou, de fato, religioso”. Será que ele experimentou uma espiritualidade semelhante a dos pampelúmicos? Intuo que sim.
Cara, suas análises são brilhantes. Podemos formar uma boa parceria. Você domina bem essas questões acerca de cosmovisão. Você precisa sistematizar isso numa apresentação para congressos e ser mais um de nossa geração a ser uma voz de renovo acerca da fé cristã.
ResponderExcluirabraços
tiago
no meu céu, a religiosidade é como a de Pampelum! hahahah
ResponderExcluirAdoro essa cidade! é por isso que estou pensando em comprar minha casinha aqui!
Abraços
Cidadezinha bacana. Parece uma grande seita, mas projeta uns valores de comunidade... Gostei!
ResponderExcluirEstou lendo ¹Rubem Alves e ²Leonardo Boff... Os dois, ao mesmo tempo! No ciberespaço, leio o Pampelum... Estou gostando muito. O Robson parece um agente subversivo. Às vezes, ele me assusta. Mas, no final das contas, sempre gosto muito. haha
Aguardo outros segredinhos... =)
¹Perguntaram-me se acredito em Deus
²Eclesiologia: A Reinvenção da Igreja
é isso aí, é isso aí. ou não. mas o que importa é a permitir a possibilidade.
ResponderExcluirMe lembrei das aulas de filosofia... Espero que em Pampelum as pessoas possam conversar horas a fio, sem se preocuparem em reijeição e opressão por enxergar Deus de formas diferentes...
ResponderExcluirAmigos,
ResponderExcluirEsse post foi escrito por um grande conhecedor da cultura pampelúmica [embora seja estrangeiro]. Ele ainda vai contar muitos outros segredinhos pra nós.
Obrigado pelos comentários!
Que buen post, al parecer los Pampelúmicos son muy espirituales y creyentes, pero no basándose en otras culturas, sino que viven y sienten la forma de ser de su propia cultura y sus tradiciones.
ResponderExcluirDe cierta forma los extranjeros han discriminado la forma de espiritismo que tienen ellos, pero bueno, eso existe en todo el mundo. A diferencia de acá, esta ciudad es toda así, con una forma diferente de vivir la religión
Bonito aqui! Eu viajei...as cores...tanta coisa!
ResponderExcluirQuero brincar de esconde-esconde.
Savana
1 Co. 1.18-25 dizem:
ResponderExcluirPois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.
Pois está escrito: "Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes".
Onde está o sábio? Onde está o erudito? Onde está o questionador desta era? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que crêem por meio da loucura da pregação.
Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus.
Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem.
Quando rejeitamos alguns abusos do cristianismo verdadeiro, temos que ter cuidado de não jogar o real fora com o falso. Vamos ver se você conseguir jogar fora somente o falso, Robson.
Abração!
Você escreveu: "Religião fundada no exclusivismo e medo realmente não tem lugar ali..." Não seria o cristianismo justamente isto no caso da pessoa no "caminho largo"? Jesus afirmou ser o ÚNICO caminho, que é exclusivista ao máximo, né? E Ele fala diretamente ou indiretamente em 167 versículos nos quatro evangelhos sobre o inferno - o destino da grande maioria dos residentes da sua querida Pampelum, se não todos. É para dar medo mesmo, especialmente naqueles que escolheram ignorar as placas de saída para o Caminho estreito em prol do caminho largo que os levou à sua cidade supostamente tão ideal.
ResponderExcluirVocê está em qual "caminho" agora, Robson?